Mulheres e exercícios físicos: peculiaridades do corpo feminino

Mulheres e homens não só podem, como devem praticar exercícios físicos com constância, periodicidade e disciplina. Faz bem para o corpo e a mente. Aliada a uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis como não fumar, dormir bem e ter algum hobby, a atividade física traz inúmeros benefícios para seus adeptos.

A Grécia Antiga proibia as mulheres de assistirem às apresentações esportivas. Que dirá de praticá-las. Na Europa do Século 19, muitas mulheres aderiram à caminhada, ao tênis e passeios de bicicleta, mas qualquer um deles era encarado como imoral e até mesmo pecado, pois desviava a mulher de seus afazeres domésticos e de seu papel de mãe.

Por muitos anos, os exercícios físicos foram receitados às moças somente para embelezamento do corpo e melhora da saúde reprodutiva. Para elas, o esporte como lazer e bem-estar estava longe de ser uma realidade.

O mundo mudou, pode-se dizer que esse quesito evoluiu. Hoje, estudos da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte comprovam que o organismo feminino responde de forma muito semelhante aos estímulos dos treinos, não havendo contraindicações para as mulheres.

Isso quer dizer que elas podem praticar qualquer exercício que desejarem, basta, que assim como os homens, procurem o auxílio de profissionais especializados que as orientem sobre qual atividade recomendam, carga que pode ser aplicada (se houver) e frequência, de acordo com o objetivo de cada uma.

No entanto, o corpo feminino possui particularidades que merecem atenção no momento da escolha da modalidade que será praticada. Os hormônios fazem com que a massa muscular seja menor, ou seja, isso se traduz em menos força, geralmente. Leve isso em consideração na hora de selecionar o exercício ideal para você.

Além disso, o fato de algumas partes do corpo das mulheres serem mais curvilíneas, como as pernas, aumentam o risco de enfrentar problemas nos joelhos, por exemplo. O formato arqueado sobrecarrega o menisco e cartilagens da região, causando um desgaste precoce. E muitas são as atividades que parecem não pressionar diretamente essa área, mas podem causar algum dano se já existir propensão.

Exercícios como spinning, jump, step e kangoo jump parecem ser de menor impacto para a região por conterem equipamentos que amenizam a colisão (bicicleta, cama elástica, degrau e bota), mas em um médio e longo prazo também podem trazer prejuízos. O ideal é continuar se exercitando e mantendo o ckeck up em dia, seja com um médico do esporte ou um ortopedista.

Outra singularidade das mulheres é o ciclo menstrual. Algumas se sentem mais deprimidas nesse período e praticar atividades físicas aumenta a sensação de cansaço. Para outras, exercitar-se alivia os sintomas da TPM (tensão pré-menstrual), ameniza as cólicas menstruais e amplia a sensação de bem-estar, por causa da endorfina que é liberada. É preciso observar como cada organismo reage e respeitá-lo.

Atividades físicas também amenizam os sintomas da menopausa, diminuindo sintomas como os fogachos. Cientistas ingleses comprovaram que mulheres praticantes de atividades físicas regulares, como caminhadas em ritmo mediano, três vezes por semana, apresentam ondas de calor bem menos intensas.

Enfim, independentemente de gênero, as atividades físicas melhoram o humor, a auto estima, os sistemas respiratório e circulatório, o controle da pressão arterial, da frequência cardíaca, o fortalecimento dos ossos e dos músculos, a diminuição da ansiedade e do estresse etc.

No entanto, peculiaridades do corpo feminino requerem atenção e escolhas mais acertadas para que o exercício físico traga todas as vantagens elencadas e não se torne frustração. Busque uma atividade que seja, acima de tudo, prazerosa, que consiga ser encaixada à rotina e se torne um hábito.

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