A doença transmitida pelo mosquito também é uma ameaça em meio a pandemia do coronavírus no Brasil


São Paulo, abril de 2020 – No ano passado, o Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue. Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 488% em relação ao ano anterior, o que torna a dengue uma das doenças mais frequentes em nosso país. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a doença, que causa febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e articulares intensa, também pode prejudicar a saúde cardiovascular.

De acordo com o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Elcio Pires Junior, pacientes que tiveram a dengue devem estar atentos aos sintomas que indiquem problemas no coração. “As infecções causadas pela dengue provocam uma reação natural de defesa do organismo, a inflamação. É comum que o organismo provoque inflamações excessivas durante o processo de cura e danifique alguns órgãos, como o coração”, alerta o especialista.

Enquanto o mundo está focado nas ameaças causadas pelo novo coronavírus, pouco tem se falado sobre a dengue. A estação, já propícia para infecções das vias aéreas superiores, também é marcada pelos casos de dengue em todo o país.


“Além de sentirem os sintomas comuns da dengue como dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo, se a inflamação afetar o coração, o paciente pode sofrer com o aumento do tamanho do órgão e arritmias, causados pela miocardite”, explica o médico.

Embora a maioria das complicações ao coração causadas pela dengue desapareçam após a infecção, o acompanhamento com um especialista impede as sequelas e o surgimento de outras doenças do coração.  Para os pacientes com doenças crônicas em geral, acima dos 60 anos e que foram diagnosticados com dengue, a orientação médica é indispensável, principalmente para aqueles que já forem cardiopatas.

“Se a dengue for hemorrágica, a recomendação pode ser a suspensão de medicamentos para a hipertensão. Porém, cada caso é avaliado individualmente dependendo da condição de cada paciente. Portanto, em caso de suspeita de dengue, busque ajuda especializada”, conta o cirurgião.

A melhor prevenção contra a dengue ainda é evitando a proliferação do mosquito transmissor da doença.

“Elimine toda a água parada que possa se tornar um possível criadouro: vasos de plantas, pneus, garrafas, piscinas sem manutenção, recipientes ou caixas d’agua destampadas. Lembre-se que a prevenção da dengue é uma ação conjunta e que cada um deve fazer a sua parte”, finaliza o especialista.

Dr. Elcio Pires Junior é coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro – Rede D’or – Osasco, e coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos, cirurgião cardiovascular pela equipe do Dr. André Franchini no Hospital Madre Theodora de Campinas. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

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