Hipertensão acomete 1,2 bilhão de pessoas no mundo

Casos da doença em adultos com mais de 30 anos dobrou desde a década de 90 e o risco de problemas cardiovasculares e AVC preocupa os especialistas

Nas últimas três décadas, o número de adultos com hipertensão arterial dobrou em todo mundo chegando a mais de 1,2 bilhão de pessoas, em 2019, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados pela revista The Lancet.

Segundo a pesquisa, que traz números referentes a 1.201 estudos diferentes, realizados em 184 países, incluindo o Brasil, e cobre 99% da população mundial de 30 a 79 anos, pessoas com 30 anos ou mais formam o grupo dos mais acometidos pela doença. O baixo índice de diagnósticos colabora para a ausência de cuidados adequados e, consequentemente, para o aumento de casos que é ainda mais evidente em países pobres, como os sudeste asiático, África e Oceania.

“A hipertensão é o fator de risco para as formas graves de covid-19, além de estar ligada a mais de 8,5 milhões de mortes a cada ano, no mundo. A doença aumenta consideravelmente os riscos de AVC, doença isquêmica do coração, além de outras condições cardiovasculares”, explica o cirurgião cardiovascular e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Elcio Pires Junior.

Estudos anteriores mostram que a redução da pressão arterial pode diminuir o número de AVCs em 35% a 40% dos casos; de ataques cardíacos em 20% a 25% e de insuficiência cardíaca em aproximadamente 50%. Porém, um dos maiores problemas é que a hipertensão não apresenta sintomas característicos. Quando alguns sinais começam a aparecer pode já ser tarde para reverter. “Check-ups regulares podem identificar essas doenças previamente, oferecendo ao paciente uma alternativa: a mudança de hábitos”, alerta o cirurgião.  

Existem vários fatores para o desenvolvimento destas doenças, até mesmo o avanço da idade. Entretanto, de maneira geral, a melhor forma de se prevenir é evitando o alto consumo de bebidas alcoólicas e o excesso de sódio na alimentação. Ainda segundo o especialista, o cigarro, o sedentarismo e a má alimentação são os principais fatores para o desenvolvimento dessas doenças. 

“Embora a doença não tenha cura, existe tratamento e o seu controle é fundamental para a saúde geral do organismo e a longevidade”, finaliza.

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